Há 13 pedidos de ajuda de emergência por dia por perda de habitação

06 de agosto 2023 - 12:48

Nos primeiros seis meses de 2023, houve 1.107 solicitações de auxílio por despejo para a Linha Nacional de Emergência Social. A elas se somam as feitas por pessoas em situação de sem-abrigo (2.107), por perda de autonomia financeira (1.617), por vítimas de violência doméstica (1.096) e perda de autonomia em saúde (637).

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Habitação. Foto de Paulete Matos.
Habitação. Foto de Paulete Matos.

De acordo com os dados do Observatório Nacional de Emergência Social da Segurança Social sobre a utilização do 144, a Linha Nacional de Emergência Social, nos primeiros seis meses deste ano houve 2.732 pedidos de ajuda por perda de habitação. Um acréscimo de 396 relativamente a igual período do ano passado.

Trata-se de situações de perda de habitação por despejo, incêndios, inundações ou rutura familiar. O total de pessoas que receberam algum tipo de ajuda de emergência no plano da habitação neste período foi 3.993 pessoas. Isto quer dizer que houve, por dia, 13 chamadas de pedido de ajuda e 22 pessoas que viram a sua situação tratada de alguma forma.

Aquela entidade distingue os pedidos de ajuda em categorias como o desalojamento (com 2.372 pedidos como já vimos), solicitações por parte de pessoas em situação de sem-abrigo (2.107), perda de autonomia financeira (1.617), vítimas de violência doméstica (1.096) e perda de autonomia em saúde (637).

No interior da categoria de desalojamento, relativamente apenas a situações de despejo, o número é de 1.107 solicitações de auxílio. Estes até diminuíram, como menos 112 chamadas, ao passo que os pedidos de ajuda por outros motivos alcançaram os 1.265, mais 508 do que no período homólogo de 2022.

A síntese destas contas é apresentada este domingo pelo Jornal de Notícias que assinala que os pedidos de apoio para pessoas em situação de sem-abrigo aumentaram 27,8% e os pedidos por perda de autonomia financeira aumentaram 6,4%.

O jornal cita o Instituto da Segurança Social que esclarece que “a partir de 2020 registou-se um incremento do recurso à LNES, o que se compreende no contexto da pandemia” e que a recente crise “trouxe novo aumento de contactos”.