Segundo Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), os trabalhadores pretendem, desta forma, protestar contra a intenção do governo de "abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração".
As propostas do Orçamento de Estado para 2014, que "visam uma vez mais os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável", são também um dos alvos da contestação, segundo avançou a sindicalista, em declarações à agência Lusa.
Esta será a terceira greve parcial a realizar-se no mês de novembro, sendo que, com estas iniciativas, os trabalhadores do ML demonstram, segundo a Fectrans, “que não se vergam perante a brutal ofensiva que estão a sofrer e, mantêm, toda a disponibilidade para continuarem a luta até à reposição dos roubos que o governo está a impor”.
Durante a paralisação, a Carris vai reforçar algumas das carreiras, entre as quais a 726 (Sapadores-Pontinha Centro), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação Damaia).
Na sexta feira será a vez dos trabalhadores dos CTT promoverem uma greve de 24h. Nesta empresa, estão já convocadas mais 3 paralisações de 24h, para os dias 27, 30 e 31 de dezembro.
Quanto à Carris, os trabalhadores farão greves de duas horas no início de cada serviço e duas horas no final de cada serviço, entre 1 e 7 de dezembro, e greve ao trabalho extraordinário, entre 1 e 31 de dezembro.