Esta sexta-feira teve lugar em Gaia, no Centro de Produção Norte da RTP, um plenário de trabalhadores enquanto decorre a greve convocada pelo SINTTAV. O sindicato acusa a administração da empresa "em dialogar com os trabalhadores para dar resposta às dezenas de situações de reenquadramentos e de reclassificações profissionais - que se arrastam sem solução há demasiado tempo -, bem como à atualização de ajudas de custo para valores dignos e aos aumentos salariais à semelhança do aplicado na função pública, que lhe foram sugeridos pelo próprio Governo, mas que este recusou aplicar".
Mariana Mortágua juntou-se aos trabalhadores da RTP em luta e disse aos jornalistas que "quando o Governo fala em precariedade e trabalho digno, convinha que olhasse para a própria casa".
O sindicato acusou a administração de emitir ordens para advertir os trabalhadores das "consequências graves" de aderirem à greve, com a possibilidade de levantamento de processos disciplinares. E fala da “ideia peregrina de uma espécie de imposição de serviços mínimos por decisão administrativa em órgãos de comunicação social (onde eles não existem)”.
"Quando os trabalhadores fazem greve e querem fazer uma luta pelos seus direitos, a RTP que é uma empresa pública tudo faz para impedir essa greve. São sucessivas violações à lei e aos direitos laborais e que contradiz cada palavra que o Governo diz sobre direitos laborais, trabalho digno e necessidade de aumentar os salários em Portugal", afirmou a coordenadora bloquista.
Além da exigência de aumentos salariais, Mariana Mortágua destacou que "esta luta é também solidária para trazer para a carreira precários que há anos não têm um contrato e que vivem em situações que não quereríamos para nenhum de nós".