De acordo com os sindicatos, 85% dos 1.500 trabalhadores da Amazon em Sevilha fizeram greve esta segunda-feira, numa paralisação convocada conjuntamente pelas duas grandes centrais sindicais espanholas, CCOO e UGT, devido a problemas como a elevada carga horária e o não reconhecimento de acidentes de trabalho.
A agência Europa Press cita a nota de imprensa da Federação de Serviços, Mobilidade e Consumo da UGT de Sevilha que se queixa dos “constantes incumprimentos da empresa em matéria laboral” e da sua “falta de interesse pela resolução do conflito”.
Por seu lado, também em nota de imprensa, o Sindicato Provincial de Serviços à Cidadania das Comisiones Obreras denuncia que os trabalhadores são obrigados a suportar “excessos de jornada constantes, com uma sobrecarga de trabalho que dá lugar a lesões que nunca são reconhecidas pelo serviço médico como acidentes laborais”. Isto acontece porque cabe à empresa avaliar “em primeira instância” os acidentes laborais. E o que esta está a fazer é a considerar que “nada é acidente laboral”. Para além disso, “a Amazon não concede a redução da jornada laboral, tal como está estabelecido na lei, nem toma medidas para adaptar o posto de trabalho às mulheres grávidas”. Também esta estrutura sindical vinca “a necessidade de desenvolver uma negociação ativa e real que permita chegar a acordos que beneficiem os trabalhadores.
Outra das questões levantada pelos sindicatos é a alteração “unilateral” dos “conceitos salariais de trabalho aos domingos e feriados” e uma “falta de negociação” dos abonos das categorias profissionais e de perigosidade nos postos de trabalho o que “implica a perda de mais de 2.000 euros para as trabalhadoras e os trabalhadores”.