Defendendo que a Lusa “é um serviço fundamental na nossa democracia”, que “está em todo o país, cobre os mais variados temas”, a coordenadora do Bloco defendeu que não é aceitável que “permaneçam cortes da troika num serviço público fundamental como a Lusa”.
Catarina assinalou que os trabalhadores da agência noticiosa têm o salário congelado e estão a perder poder de compra há 14 anos.
O Bloco apresentou um requerimento para a audição do Ministro da Cultura e do ministro das Finanças no Parlamento sobre a matéria, proposta que foi chumbada pela maioria socialista. O PS só aprovou a audição do conselho de administração da Lusa.
Entretanto, esta sexta-feira será votado o projeto do Bloco para que seja reposto o pagamento do Estado à agência de comunicação nos valores que existiam antes da intervenção da troika em Portugal.
Trabalhadores da Lusa em greve até 2 de abril
Mediante a luta dos trabalhadores da Lusa, a administração da agência de comunicação apresentou uma contraproposta que subiu o valor da atualização salarial dos iniciais 35 euros para 74 euros.
No entanto, reunidos em plenário, os trabalhadores consideraram que este valor fica ainda muito aquém do necessário, já que “precisam e merecem mais aumentos salariais”.
Nesse sentido, aprovaram a manutenção de quatro dias de greve para 30 e 31 de março e 1 e 2 de abril.