O sindicato CGT afirmou que a ação sindical, que ocorreu antes das negociações contratuais com a autarquia, proprietária da Torre Eiffel, constituiu um protesto contra “a forma atual como ela é administrada”. De acordo com a estrutura sindical, a empresa SETE, que gere a estrutura, está “a caminhar para o desastre”, porque o seu modelo de negócio é “demasiado ambicioso e insustentável” e baseia-se numa estimativa demasiado otimista das receitas futuras provenientes da venda de bilhetes e numa subestimação dos crescentes custos de manutenção e reparação.
A Torre Eiffel, uma das atrações mais visitadas do mundo, atraía quase 7 milhões de visitantes por ano, três quartos dos quais turistas estrangeiros, antes da pandemia de Covid. Após o levantamento das restrições impostas em contexto pandémico, o número de visitantes recuperou novamente, atingindo os 5,9 milhões em 2022.
A CGT afirma que a estimativa da SETE sobre o seu orçamento futuro baseia-se na premissa de a torre atrair 7,4 milhões de visitantes todos os anos, um número que nunca atingiu anteriormente, e que o sindicato considera irrealista.
A Torre Eiffel é o postal de visita mais famoso da capital francesa, elevando-se 312 metros acima da cidade. O último andar da estrutura deverá fechar no próximo mês para uma reforma anual que durará várias semanas.