Greve encerra cinco instalações da Valorsul

11 de junho 2013 - 18:54

Paralisação da empresa de valorização e tratamento de resíduos sólidos que atua em 19 municípios é contra a privatização e também contra o corte e o congelamento dos salários. João Semedo esteve presente no início da greve para levar o apoio às reivindicações dos trabalhadores.

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João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, esteve no arranque da greve em Loures. Foto de Carlos Guedes.

A greve que os trabalhadores da Valorsul iniciaram às zero horas desta terça-feira contra a privatização da empresa encerrou cinco das suas sete instalações, confirmou à Lusa a administração da empresa.

A Valorsul é uma empresa de valorização e tratamento de resíduos sólidos, tem quase 400 funcionários e atua em 19 municípios de Lisboa e do Oeste: Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

O coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, esteve na madrugada desta terça na entrada da Valorsul de S. João da Talha, Loures, para levar o seu apoio à greve e às reivindicações dos trabalhadores.

Em declarações à agência Lusa, Navalha Garcia, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas, afirmou que o que está em causa neste protesto, que deverá manter-se até às 8h do dia 12, é, além da oposição dos trabalhadores à privatização da empresa, o corte e congelamento salarial, o não pagamento do subsídio de férias, e a redução no pagamento do trabalho extraordinário.

O sindicalista afirmou ainda que, em consequência desta greve, "os carros das câmaras municipais que recolhem o lixo não estão a descarregar os resíduos", uma vez que quase todos os setores operacionais estão paralisados. Assim, “com a continuação da paralisação, o lixo acabará por acumular-se junto das casas das pessoas", avaliou.