Esta quinta-feira, os trabalhadores da Museus e Monumentos de Portugal estão em greve. Em cima da mesa está sobretudo a exigência de regularização do pagamento do trabalho suplementar e em dias feriados, para além da reivindicação da valorização da carreira profissional de Vigilância e Portaria.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que convoca a jornada de luta, acusa o Conselho de Administração de continuar a ter pagamentos em falta.
À Lusa, a empresa diz que já concluiu, no passado dia 6 de maio, estes pagamentos relativamente ao ano passado e que “o pagamento da totalidade das horas extraordinárias de 2024 reportadas em conformidade pelos vários museus, monumentos e palácios que integram a MMP, até ao fecho do processamento salarial de maio, foi concluído no passado dia 14”. O dirigente sindical Orlando Almeida, da FNSTFPS, afirma, pelo contrário que “ houve sindicatos de norte, centro e sul do país que receberam dezenas de queixas de trabalhadores na última semana, por falta de pagamento de trabalho suplementar”. A federação sindical acrescenta que “não recebeu até agora qualquer informação do Ministério da Cultura ou da MMP sobre esta matéria”.
A paralisação vai ter incidência nos 38 museus e monumentos nacionais que são geridos por esta Entidade Pública Empresarial.