Os trabalhadores ferroviários exigem que cada comboio, tanto de passageiros, como de mercadorias, tenha pelo menos dois trabalhadores.
Segundo a Fectrans (Federação dos sindicatos de transportes e comunicações), a paralisação é “apenas contra a falta de abertura do governo”, numa questão decisiva do transporte ferroviário – a da segurança.
A federação questiona se foi feita avaliação de risco da medida de redução ao mínimo de um trabalhador por comboio e qual o impacto na segurança de pessoas e bens; quem decide situações de exceção e em que base; quem fiscaliza o cumprimento dos regulamentos; qual a avaliação que +e feita “do elevado número de descarrilamentos em linhas/troços onde está previsto poder-se operar em regime de agente único”; “quem fiscaliza em condições em que circulam os comboios, em que por exemplo se sabe que a grande maioria das balanças ao longo da linha estão desativadas”.
Greves a 4, 12 e 13 de junho
A greve de 4 de junho é de 24 horas e para todos os trabalhadores ferroviários das empresas CP, Medway e Takargo. Os sindicatos convocam nova greve destes trabalhadores para os dias 12 e 13 de junho, de 24 horas por dia.
Para a greve de 4 de junho não foram estabelecidos serviços mínimos. Os tribunais arbitrais do Conselho Económico e Social (CES) impuseram apenas a realização de comboios de socorro e o transporte de mercadores perigosas ou perecíveis. Na decisão os árbitros do CES salientam que no dia da greve existem alternativas de transporte e as pessoas têm acesso a outros meios de transporte.
Segundo a Lusa e de acordo com o Regulamento Geral de Segurança (RGS), atualmente todos os comboios funcionam com, pelo menos, dois trabalhadores, à exceção da Fertagus, onde uma composição pode circular excecionalmente apenas com um trabalhador, entre Setúbal e Pragal.