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Greve climática estudantil volta a sair à rua em Lisboa a 23 de setembro

Estudantes fazem greve às aulas pelo clima, partindo às 11h da Praça José Fontana numa manifestação até ao Ministério da Economia para exigir o fim dos combustíveis fósseis. Em novembro, os ativistas vão ocupar escolas e universidades.
Foto de Paula Nunes.

A Greve Climática Estudantil de Lisboa respondeu ao apelo internacional do movimento Fridays For Future e convocou uma greve às aulas para dia 23 deste mês.

Em comunicado distribuído à imprensa, os estudantes acusam o Governo de “não tomar medidas para cortar as emissões de gases com efeitos de estufa e de lucrar com a inação e destruição enquanto as catástrofes climáticas se intensificam”.

Os ativistas apontam como exemplo o facto de o atual ministro da Economia e do Mar, António Costa e Silva, ter sido CEO da Partex Oil and Gas e enquanto ministro “ter abertamente incentivado as empresas a apresentarem novos projetos de exploração de gás – um combustível fóssil que está falsamente a ser vendido como ‘verde’”.

Matilde Ventura, estudante do Liceu Camões, explica as razões da adesão a esta nova mobilização: “Não toleraremos novos projetos que aumentem emissões, nem em território nacional, nem em lado nenhum. Exigimos um plano de transição justa que nenhum governo, atual ou vindouro, possa revogar. Dia 23 partimos às 11h da Praça José Fontana, em frente ao Liceu Camões, e vamos marchar até ao Ministério da Economia, onde mostraremos que é possível destruir uma economia baseada nos combustíveis fosseis e construir um futuro livre de exploração.”

Os estudantes da Greve Climática Estudantil Lisboa anunciam ainda que vão ocupar as suas escolas e universidades em novembro pelo fim aos combustíveis fósseis.

Sobre essa iniciativa, Teresa Núncio, estudante universitária da NOVA Medical School, assinala que é preciso “fazer mais do que faltar pontualmente às aulas e marchar”.

“Não há tempo a perder, e com o escalamento visível da crise climática, escalamos também na nossa resposta. A partir de dia 7 de novembro vamos ocupar as nossas escolas e universidades até que as nossas reivindicações pelo fim aos combustíveis fósseis até 2030 e pelo fim aos fósseis no governo sejam atendidas”, continua.

Os jovens ativistas apelam a que todos os estudantes e pessoas preocupadas com a crise climática se juntem à manifestação do próximo dia 23 de setembro, às 11h, na Praça José Fontana, em Lisboa.

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