Flotilha humanitária

Greta Thunberg: “Desistir não é opção”

04 de setembro 2025 - 11:21

É a terceira vez que a ativista sueca marca presença na Flotilha de solidariedade com Gaza. Em conversa com Mariana Mortágua, explica as razões do seu apoio ativo a esta causa.

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Greta na Flotilha
Greta na Flotilha. Imagem do Instagram.

Mariana Mortágua falou esta quarta-feira com a ativista sueca Greta Thunberg que também está na Global Sumud Flotilla, a frota de barcos que pretende romper o cerco sionista à entrada de ajuda humanitária em Gaza.

A coordenadora do Bloco quis saber porque é que Greta embarca pela terceira vez neste projeto, ao que esta respondeu que se trata de “uma promessa aos palestinianos de que continuaremos a tentar fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para lutar por uma Palestina livre”.

Para ela, “desistir simplesmente não é uma opção” e “quando enfrentamos opressão, genocídios e crimes de guerra a acontecer todos os dias, é nosso dever levantarmo-nos e fazer algo”. Compromete-se assim a regressar “até que tenhamos alcançado a nossa parte” utilizando “todas as ferramentas que temos à mão”, como os barcos e “os nossos próprios corpos”.

Mariana Mortágua indagou ainda sobre a relação entre o ativismo ambiental, pelo qual a jovem sueca ficou conhecida, e esta causa na qual está agora empenhada. Thunberg sublinha que não mudou o foco do seu ativismo, que continua “a agir de acordo com os mesmos valores” de “justiça, liberdade, sustentabilidade e bem-estar tanto para os humanos como para o planeta e os nossos ecossistemas”. E sublinha que “não podemos ter justiça em relação ao clima ou ao ambiente se as pessoas estão a ser bombardeadas e a morrer de fome em massa”, que “não podemos importar-nos com os ecossistemas se países inteiros estão a ser erradicados e povos inteiros estão a morrer de fome”.

Coloca desta forma o que está a acontecer em Gaza como “centro da nossa moral”, destacando que o “sistema internacional que supostamente deveria defender o direito internacional e proteger as pessoas, está a falhar em fazê-lo”.