Governo boicota manifestação na Ponte 25 de Abril

14 de outubro 2013 - 16:51

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, mantém-se intransigente quanto à não realização da manifestação da CGTP na Ponte 25 de Abril, alegando “razões de segurança”. A central sindical classifica a atitude do ministro como uma “intromissão no direito legal dos promotores definirem locais, percursos e objetivos” das manifestações.

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A central sindical classifica a atitude do ministro como uma “intromissão no direito legal dos promotores definirem locais, percursos e objetivos” das manifestações.

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Segundo avança a edição online do jornal “Expresso”, Miguel Macedo volta a reunir-se com a CGTP às 18 horas desta segunda-feira, mantendo-se intransigente quanto à realização da manifestação na Ponte 25 de Abril no próximo sábado, dia 19 de outubro.

No passado sábado, por via de um comunicado, o ministério da Administração Interna, declarava que a ponte “não poderá ser utilizada para o efeito pretendido” por razões de segurança, apresentando como alternativa a ponte Vasco da Gama.

Por seu lado, a CGTP rejeita a proposta do ministro, que classifica como “uma intromissão no direito legal dos promotores definirem locais, percursos e objetivos”. Nesse sentido, a comissão executiva da Intersindical, que esteve reunida nesta segunda-feira, pretende manter a Ponte 25 de Abril no percurso da manifestação.

Os 23 km de comprimento da Ponte Vasco da Gama e a distância do centro da cidade de Lisboa, são outras das razões que pesam na rejeição da contra-proposta do ministério da Administração Interna.

No entanto, declara-se "disponível para o diálogo, mas não aliena o direito legal e constitucional de expressão e de manifestação". Na reunião com Miguel Macedo, irão contrapor com a abertura de "dois corredores para acesso de ambulâncias e das forças de segurança", de forma a garantir as condições de segurança necessárias para a realização da manifestação.

Esta solução, segundo a central sindical, permite "afastar os manifestantes das laterais, reduzindo um dos riscos de segurança apontados nos relatórios policiais", que servem de base argumentativa ao ministro Miguel Macedo. A CGTP garante que "não há nenhum problema inultrapassável que obste à realização da Marcha na Ponte 25 de Abril".