CGTP mantém marcha para a ponte 25 de Abril

12 de outubro 2013 - 16:41

Arménio Carlos diz que a central rejeitou proposta do MAI para mudar a manifestação de 19 de outubro para a ponte Vasco da Gama e afirma que os problemas de segurança levantados são ultrapassáveis. “Se a Ponte 25 de abril não levanta problemas de maior às meias maratonas, por que razão levanta problemas acrescidos à marcha da CGTP?”

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Arménio Carlos: mudança do percurso sugerido pelo governo significa “uma intromissão no direito legal dos promotores definirem locais, percursos e objetivos". Fotografia de Paulete Matos

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, rejeitou a proposta de mudar a marcha marcada pela central, para o dia 19 de outubro, da Ponte 25 de Abril para a Vasco da Gama. Na reunião que se realizou no final desta sexta-feira entre os responsáveis da central sindical e o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, o governo argumentou com problemas de segurança para propor o percurso alternativo.

Os responsáveis da CGTP, porém, dizem que os problemas levantados pelo governo são ultrapassáveis. “Na nossa opinião, não há razões para mudar”, afirmou Arménio Carlos, recordando a realização de outros eventos no tabuleiro da ponte 25 de Abril. “Se a Ponte 25 de abril não levanta problemas de maior às meias maratonas, por que razão levanta problemas acrescidos à marcha da CGTP?”, questionou.

Mudança seria intromissão no direito dos promotores definirem locais

Arménio Carlos garante que existe “disponibilidade para o diálogo”, mas mantém que a marcha se deve realizar no local proposto inicialmente, e diz que a mudança do percurso sugerido pelo governo significa “uma intromissão no direito legal dos promotores definirem locais, percursos e objetivos, como, na prática, consubstanciaria uma evidente tentativa de desvirtuar e condicionar a realização e o impacto da manifestação em Lisboa”.

A central garante ainda que a PSP já disse que era capaz de garantir a segurança dos participantes nesta marcha durante a travessia da ponte, e sugeriram mesmo que as duas faixas laterais do tabuleiro não fossem utilizadas para a marcha.

O MAI já reconheceu que “a decisão cabe aos promotores da manifestação”. A CGTP e o ministro da Administração Interna voltam a reunir-se na segunda-feira para discutir este tema.