A luta dos funcionários judiciais pela abertura do acesso às categorias com lugares vagos e a inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual, além da revisão da tabela salarial, a revisão do estatuto profissional e o acesso ao regime especial de aposentação vai continuar com mais uma greve, desta vez no formato "clássico".
Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, António Marçal, explicou que sempre esteve previsto “intercalar modelos de protesto clássico, com modelos mais inovadores”, como o da atual greve aos atos administrativos, que o Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República diz ser ilegal. Apesar disso, o sindicato mantém esta greve até 15 de abril e promete impugnar aquele parecer nos tribunais.
A paralisação agora anunciada vai decorrer nos dias 26, 27 e 28 de abril e de 2 a 5 de maio. “Este protesto entre duas datas simbólicas (…) nós utilizamos para fazer uma greve clássica, uma greve que foi devolvida aos trabalhadores após o 25 de abril de 1974, e também para demonstrar (….) que o modelo de greve clássica traz mais constrangimentos e mais problemas para os tribunais e para os cidadãos do que o modelo que estávamos a adotar”, afirmou António Marçal.
“Não há sequer hipótese, tal como existia no modelo anterior, de o juiz considerar que determinada diligência é urgente. Agora é aquilo que está na lei, ponto final”, acrescentou o sindicalista, que com esta greve pretende mostrar “que a teimosia não é dos sindicatos, mas sim da ministra e do Governo”.
Ao Governo, pedem "bom senso", "até porque algumas reivindicações que estão em cima da mesa para fazer cessar a greve são duas coisas simples, que já estiveram na lei do Orçamento do Estado”.
Quanto a formas de luta futuras, o sindicato diz que "já estamos a preparar outras menos convencionais, e que serão mais uma prova de que o direito à greve deve obedecer à mutação social e acompanhar os tempos, adaptando-se às novas realidades sociais, e que o SFJ estará sempre na vanguarda!".