Funcionários judiciais

74 dos 200 colocados no concurso do ano passado para as comarcas de Lisboa e Lisboa Oeste já renunciaram aos lugares. Queixam-se de baixos salários, horas não pagas e colocações longe de casa.

Há vários meses que os funcionários judiciais lutam por melhores condições de trabalho. Na segunda-feira, concentraram-se em frente ao Tribunal de Braga. Bruno Maia esteve presente em solidariedade com a luta destes trabalhadores.

A greve começou esta segunda-feira e tem como um dos principais motivos lutar pelo “reconhecimento e valorização do trabalho realizado fora das horas de serviço, garantindo, assim, um regime de aposentação justo”.

O Sindicato dos Funcionários Judiciais pede a demissão da DGAJ depois desta ter aproveitado um considerando do colégio arbitral sobre serviços mínimos para tentar fazer passar a ideia de quem não era sindicalizado neste sindicato não poderia aderir à paralisação.

Sindicatos reagiram à proposta de estatuto entregue pelo Governo com a promessa de continuar a luta pela valorização da sua carreira.

Os sindicatos dos oficiais de justiça e funcionários judiciais continuam à espera que o Governo concretize os anúncios que dão resposta às suas reivindicações.

Ainda sem resposta do Ministério da Justiça às suas reivindicações, os funcionários judiciais avançaram esta sexta-feira para uma greve geral. Matérias como contratações, promoções e a integração do suplemento de recuperação processual no vencimento estão na base do protesto.

Após dez dias de greve “clássica”, os funcionários judiciais prosseguem o protesto com uma paralisação ao serviço fora das horas de expediente.

No dia em que arranca a greve dos funcionários judiciais, seis dezenas de funcionários judiciais, militantes e simpatizantes do Bloco de Esquerda apelam a companheiros de trabalho para que se juntem neste momento decisivo e exijam do Governo respeito e reconhecimento.