Fim ao Fóssil: Estudantes encerram Liceu Camões

04 de maio 2023 - 10:46

Ocupações de escolas e faculdades prosseguem esta quinta-feira pelo movimento a apelar à sociedade que participe no bloqueio do terminal de gás de Sines no próximo dia 13.

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Ocupação no Liceu Camões. Foto Fim ao Fóssil.

Em comunicado, o movimento "Fim ao Fóssil" anunciou que os estudantes encerraram na manhã desta quinta-feira o Liceu Camões, em Lisboa. Questionados sobre o porquê do fecho da escola, os alunos afirmam que “estamos a ocupar há pelo menos dois dias e a sacrificar a nossa educação, porque neste momento o nosso futuro não está assegurado. Precisamos que toda a sociedade aja, porque esta é a luta pelo presente e futuro de todos”.

E o apelo que fazem à sociedade é o de se juntarem à mobilização para bloquear o terminal de gás de Sines, a principal porta de entrada do gás natural liquefeito no país. Para já, conquistaram a adesão do diretor e dois sub-diretores da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, que assinaram o compromisso público de participação naquela iniciativa agendada para 13 de maio. Em e-mail enviado à comunidade estudantil, o diretor “apela a um diálogo construtivo com o movimento por parte das restantes escolas”, partilha o link do formulário de inscrições e diz estar disponível para acolher na faculdade uma formação de desobediência civil de preparação para esta ação pacífica, que deve acontecer já na próxima semana.

Teresa Núncio, porta-voz do movimento "Fim ao Fóssil", acrescenta que “já ocupámos mais de 10 escolas por todo o país, dormimos em tendas no chão, sacrificamos a nossa educação e fechámos escolas dias consecutivos. Estamos a lutar pelo nosso futuro, apelamos a todas as pessoas que ajam connosco para parar os combustíveis fósseis e assegurar um futuro justo e habitável”.

Depois de terem encerrado a escola António Arroio na terça e quarta-feira, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas os estudantes bloquearam esta manhã as entradas para a torre principal da faculdade e promovem uma sessão sobre o papel dos estudantes na crise climática. Continuam as ocupações nas faculdades de Letras, Psicologia e Belas Artes de Lisboa, Letras do Porto e Economia de Coimbra, bem como ações na escola Rainha D. Leonor, em Lisboa.