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Fevereiro e maio foram os meses mais quentes dos últimos 89 anos em Portugal

De acordo com o relatório divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o primeiro semestre de 2020 em Portugal foi o 4º mais quente desde 1931.
Foto de Andy Melton / Flickr

O primeiro semestre de 2020 foi o 4º mais quente desde 1931 (depois de 2017, 1997 e 2011) de acordo com o Resumo Climático para os meses de janeiro a junho deste ano, publicado pelo Instituto Português da Atmosfera (IPMA). O relatório destaca os meses de fevereiro e maio, que registam os valores mais quentes desde 1931, ano em que foi instalada a rede de observação no Continente.

Em fevereiro, nos dias 23 e 24 foram ultrapassados os maiores valores de temperatura máxima do ar para este mês em cerca de 40% das estações meteorológicas da rede IPMA.

No mês de maio, os dados do IPMA registam a ocorrência de uma onda de calor entre os dias 17 e 31, a qual pode ser considerada como uma das mais longas e com maior extensão territorial para este mês. Em algumas estações esta foi a onda de calor com maior duração desde 1950.

O relatório do IPMA coloca as regiões a sul do Tejo em seca meteorológica, sendo de realçar as regiões do Baixo Alentejo e Algarve, mas com diminuição da sua intensidade a partir de abril.

Em termos globais, o primeiro semestre de 2020 foi o 2º mais quente do planeta, com anomalia de temperatura média do ar de +1.07 °C, depois do semestre de 2016, com anomalia de +1.12 °C, segundo dados da NASA/NOAA. As áreas mais afectadas foram a Europa, Ásia e América do Sul.

Olhando para a Europa, de acordo com os dados do Copernicus Climate Change Service, o primeiro semestre deste ano foi o mais quente de sempre, com uma anomalia de temperatura de + 1.73 °C.

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