A Fiequimetal e as federações da indústria das Comisiones Obreras (CCOO da Indústria) reuniram e tomaram uma posição conjunta sobre o processo de fusão em curso no setor petrolífero ibérico entre a Galp e a Moeve (antiga Cepsa). As duas federações sindicais reafirmam o compromisso de agir de forma coordenada “em defesa dos postos de trabalho e dos direitos laborais em todo o espaço ibérico”.
No comunicado conjunto com data de 18 de fevereiro, as federações sindicais dos dois países queixam-se da ausência de informações concretas sobre as características, prioridades ou possíveis impactos do processo de fusão/integração, o que consideram não ser aceitável numa operação desta magnitude, que envolve milhares de trabalhadores em ambos os países. Por isso exigem à Moeve, à Galp e aos dois governos que transmitam “informações pormenorizadas e actualizadas sobre o estado do processo, a avaliação dos impactos laborais, industriais e territoriais e deem garantias de participação sindical em todas as fases.
Dos dois lados da fronteira, os sindicatos comprometem-se a defender a manutenção do emprego em todas as atividades e centros, a qualidade do emprego, condições de trabalho e estabilidade, a preservação das capacidades industriais e de investimento, e a participação sindical efetiva em qualquer análise que possa ser realizada neste processo
em matéria laboral e de organização do seu pessoal.
Para aprofundar o seu trabalho em conjunto, a Fiequimetal e a CCOO da Indústria estão a partilhar informação sobre os postos de trabalho e representação sindical em todas as atividades e locais de trabalho e irão convocar uma reunião das duas federações, com a participação dos secretários-gerais, dirigentes e delegados sindicais.
A articulação entre sindicalistas dos dois países já tinha acontecido no final de janeiro, quando o Sindicato das Industrias, Energia e Águas de Portugal (SIEAP) reuniu com o Sindicato de Trabajadores (STR) - sindicato independente maioritário no setor petrolífero espanhol -, para coordenarem posições e reforçar a ação conjunta. Ambos os sindicatos concordaram na necessidade de reclamar transparência e participação sindical em qualquer processo de reorganização, recusando decisões unilaterais das empresas que possam pôr em risco o emprego ou deteriorar as condições de trabalho.