A Greve Climática Estudantil regressa esta segunda-feira às ações de protesto nas escolas, nomeadamente nas faculdades de Psicologia (FPUL), de Belas-Artes (FBAUL), de Ciências (FCUL) e de Letras (FLUL) da Universidade de Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), na Universidade de Coimbra e nas secundárias Camões e Filipa de Lencastre.
A reivindicação do movimento continua a ser o fim dos combustíveis fósseis até 2030 e eletricidade 100% renovável e acessível até 2025. "Os prazos que damos são os essenciais para evitar o colapso e fazer uma transição coerente com a ciência e justiça." afirma Beatriz Xavier, ativista da Greve Climática Estudantil, acrescentando que "para isto acontecer, precisamos de um serviço público de energias renováveis".
Com os megaprojetos ligados às energias renováveis sob suspeita de corrupção e a provocar a queda do Governo, a ativista aponta que "crises políticas e corrupção são inevitáveis num sistema focado no lucro das empresas. A transição justa só acontece se a energia for planeada e gerida fora da esfera do mercado e das mãos das empresas". E deixa a promessa de que "qualquer que seja o governo, não vai ter paz até se comprometer com estes termos. Não podemos dar paz a quem condena o nosso futuro a troco de lucro. Não há paz até ao Último Inverno de Gás."
Além das ações dentro do espaço escolar, a Greve Climática Estudantil apela ainda à participação na ação "Visita de Estudo" que partirá do Largo Camões durante a manhã de 24 de novembro com destino ao Ministério do Ambiente, que pretendem ocupar nesse protesto climático.