Este sábado há manifestações contra a guerra em Lisboa e Porto

10 de março 2026 - 11:31

Dezenas de associações e sindicatos convocam as manifestações “Paz, Soberania e Solidariedade! Fim às ameaças e às agressões dos EUA!” e contestam o alinhamento do Governo português "com a confrontação, o militarismo e a guerra”.

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Manifestação “Palestina Livre! Paz no Médio Oriente”, Lisboa, Out.2024
Manifestação “Palestina Livre! Paz no Médio Oriente”, Lisboa, Out.2024. Foto de Ana Mendes

Mais de 70 organizações apelam à participação nas manifestações deste sábado, 14 de março, pela paz e contra as ameaças, ingerências e agressões dos EUA contra países e povos. Em Lisboa a manifestação partirá às 15h da Cantina Velha da Cidade Universitária e terminará em Sete Rios. No Porto, à mesma hora, a manifestação partirá da Batalha e terminará na Trindade.

Além do protesto contra a agressão em curso ao Irão à margem do direito internacional, a manifestação afirma-se solidária com os povos da Palestina, Venezuela, Cuba, Colômbia, México, Gronelândia, Líbano, Irão, Sara Ocidental, todos alvos recentes das ameaças de Trump e seus aliados.

“A situação dramática com que estão confrontadas milhões de pessoas vítimas da guerra, o risco de um conflito de grandes e trágicas proporções, comprovam a urgência de pôr fim à confrontação e à corrida armamentista e de abrir caminhos para o diálogo, para a solução política dos conflitos internacionais, para a Paz”, diz o apelo à manifestação.

Os organizadores opõem-se à escalada armamentista e ao reforço da despesa com o militarismo e a guerra, apelam ao fim das guerras na Ucrânia e no Sudão e do genocídio ao povo palestiniano. Contestam ainda o “alinhamento do Governo português com a confrontação, o militarismo e a guerra” e contrapõem-lhe o “cumprimento dos princípios da Constituição da República Portuguesa: direito à autodeterminação dos povos, não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados, dissolução dos blocos político-militares, estabelecimento de um sistema de segurança coletiva”.

Entre as dezenas de organizações subscritoras do apelo estão a CGTP, MPPM, CPPC, Vida Justa, Solidariedade Imigrante e os sindicatos de professores da Grande Lisboa, Região Centro e do Norte.