25 de Abril

Escrutínio dos financiadores dos partidos “deve ser feito com liberdade”

25 de abril 2026 - 18:23

As comemorações do 25 de Abril voltaram a juntar dezenas de milhares de pessoas em Lisboa e no Porto. José Manuel Pureza voltou a apelar ao veto de Seguro ao pacote laboral e concordou com as palavras do Presidente sobre a transparência no escrutínio ao financiamento dos partidos.

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José Manuel Pureza no 25 de Abril em Lisboa
José Manuel Pureza no 25 de Abril em Lisboa. Foto de Lou Loução

Numa tarde de sol, dezenas de milhares de pessoas participaram nos cortejos das comemorações do 25 de Abril em Lisboa e no Porto, com cartazes e palavras de ordem antifascistas, a que se juntaram outras contra o pacote laboral que o Governo pretende impor contra a vontade das centrais sindicais. Entre os manifestantes houve gente de todas as idades, muitas famílias com crianças, e também muitos imigrantes e turistas a filmar e fotografar as marchas.

Manifestação do 25 de Abril no Porto
Manifestação do 25 de Abril rumo à Avenida dos Aliados, no Porto. Foto de Pedro Faria

O coordenador bloquista José Manuel Pureza desfilou na Avenida da Liberdade e falou aos jornalistas sobre o discurso presidencial, afirmando concordar com as palavras de António José Seguro quando afirmou que “a liberdade e a democracia precisam de ter o escrutínio”.

Para que isso aconteça, prosseguiu Pureza, é necessário que esse escrutínio democrático, “que também é feito pelos jornalistas, seja feito com liberdade”, pois “a política é para a sociedade, os políticos são para a sociedade e não o contrário” e os partidos devem prestar contas e divulgar à entidade fiscalizadora os nomes dos seus financiadores, permitindo que haja acesso a esses nomes para fins e utilidade pública como o trabalho dos jornalistas.

Manifestação do 25 de Abril na Avenida da Liberdade
Manifestação do 25 de Abril na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Foto Lou Loução

José Manuel Pureza destacou ainda outra frase do discurso do Presidente da República na Sessão Solene no Parlamento, “quando disse que liberdade sem condições económicas não é liberdade”. Mas para ser coerente com essa afirmação, “a António José Seguro só resta uma alternativa que é vetar o pacote laboral, na medida em que este é um contributo muito relevante para empobrecer a população trabalhadora, quer em termos de direitos, quer mesmo em termos materiais”, defendeu.

Numa altura em que é claro que os trabalhadores e as centrais sindicais rejeitam o pacote laboral, o coordenador do Bloco de Esquerda diz que está à vista de todos a “derrota do Governo”, que só “por uma questão de arrogância e obsessão ideológica” poderá avançar para levar o pacote laboral a votos na Assembleia da República. E aí “as forças políticas terão de assumir as suas responsabilidades”, refere Pureza, lembrando que “o Bloco desde a primeira hora disse que o pacote laboral será derrotado, na medida em que houver unidade no movimento sindical e, se for o caso, no Parlamento”.

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