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Em vésperas de ação de luta, SEF expulsa e reprime imigrantes a trabalhar no Algarve

Solidariedade Imigrante denuncia que, em vésperas da maior concentração dos imigrantes no Parlamento, agendada para dia 14 de maio, “a repressão instala-se no Algarve, com expulsões e processos de afastamento coersivos” promovidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Foto de Solidariedade Imigrante.

Em comunicado, a Solidariedade Imigrante – Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes denuncia a “má fé do governo”, sublinhando que “não é de hoje que se assistem a situações de repressão sobre os imigrantes, quando estes se levantam e lutam pelos seus legítimos direitos”.

“São homens e mulheres, gente de bem, trabalhadores há vários anos em Portugal, contribuintes activos do sistema da Segurança Social, estão a ser expulsos e intimados a abandonar o país em 20 dias, com processos de expulsão coercivos promovidos pelo SEF no Algarve, acabando muitos deles por serem expulsos”, escreve a Solidariedade Imigrante.

A Associação refere o exemplo do cidadão Mohammad Qasim, de nacionalidade Paquistanesa, que vivia em Portugal há mais de quatro anos, e tinha mais de 48 meses de descontos para a Segurança Social, “detido e deportado para o seu país de origem sem dó nem piedade, pelos simples facto de ainda não ter Autorização de Residência com um processo a decorrer no SEF”.

De acordo com a Solidariedade Imigrante, a par de se sujeitarem a “patrões sem escrúpulos”, como aqueles que, recentemente, “despediram duas dezenas de trabalhadores agrícolas na Comporta (apanha do melão) por simplesmente terem participado numa ação de protesto em frente às instalações do SEF em março e se solidarizarem com dois dos seus colegas que iam ser despedidos", os imigrantes que trabalham e contribuem para este país estão a ser confrontados com um clima de grande "intimidação".

“Portugal dá um péssimo exemplo nos processos de acolhimento e integração dos imigrantes, com estas medidas que mostram uma enorme falta de solidariedade, repressivas e ilegais”, frisa a Associação.

“Numa altura em que por toda a Europa somos confrontados com o crescimento de politicas anti imigração, da Xenofobia e do Racismo, este tipo de acções dá muito jeito: desvia as atenções dos problemas sociais e económicos que o país enfrenta e torna os imigrantes alvos fáceis do populismo retrógrado e xenófobo”, acrescenta.

A Solidariedade Imigrante frisa que “não aceita processos repressivos sobre os imigrantes, sobre quem trabalha e contribui par a riqueza nacional” e garante que, enquanto associação promotora da Concentração no próximo dia 14 de maio às 10 horas em frente ao Parlamento, “tudo fará para que se ponha fim a estas atitudes repressivas, xenófobas e Racistas sobre os trabalhadores imigrantes”.

 

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