Foi à entrada da Assembleia da República que José Manuel Pureza, acompanhado de sindicalistas de diversas áreas, explicou a sua primeira ação como coordenador do Bloco de Esquerda. “Nós não devemos, não podemos mesmo destruir mais direitos do trabalho, aquilo que temos de fazer é reforçar direitos de quem trabalha”, disse.
Esta terça-feira, uma comitiva liderada por Pureza entregou cerca de 20.000 assinaturas na Assembleia da República, referentes a uma petição dinamizada pelo Bloco de Esquerda que pede mais direitos a quem trabalha por turnos. Entre as reivindicações, estão mais direitos na parentalidade, um aumento do subsídio de turno em 30% e uma reforma antecipada para os trabalhadores que vivem a vida ao contrário por causa dos turnos.
Convenção do Bloco
Pureza promete “abertura e firmeza” para uma “esquerda de pontes”
“É importante perceber que para que a condição de vida digna destas pessoas possa ser assegurada, é absolutamente necessário que se reconheçam novos direitos na lei”, afirmou José Manuel Pureza. “Direitos que têm a ver com descanso semanal, que têm a ver com horário de trabalho, que têm a ver com compensação salarial e com férias”.
O coordenador do Bloco de Esquerda salientou também que é importante que a Assembleia da República discuta estes temas importantes em vez de “discutir matérias que são de mera jogada política”. Isso é “absolutamente essencial”.
Considerando que o trabalho por turnos é uma condição “especialmente penosa”, Pureza frisa a importância de reconhecer estes direitos e sublinha uma diferença com o pacote laboral do Governo. “O pacote laboral o que faz é pôr estes trabalhadores e trabalhadoras a trabalharem mais, mas ao mesmo tempo a tirar-lhes um conjutno de garantias que hoje têm”. Por isso, apelou à participação e à importância da greve geral.
O Bloco de Esquerda tem elegido a defesa dos trabalhadores por turnos como uma das suas principais bandeiras, por considerar que quem trabalha por turnos deve ver reconhecidos vários direitos que salvaguardam o trabalhador relativamente à desregulação do horário laboral.