O Doclisboa’18 vai decorrer de 18 a 28 de Outubro, na Culturgest, no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa e no Cinema Ideal. No total, serão exibidos 243 filmes, 68 dos quais são estreias mundiais e 22 estreias internacionais, num conjunto de filmes provenientes de 54 países. Para o festival foram selecionados 59 filmes portugueses e 22 primeiras obras.
Este ano James Benning e Mike Hoolboom são os realizadores convidados para a secção Riscos, subordinada ao tema “Transmissão, Territórios Imaginados” que, como explica a organização do festival em comunicado, “condensa uma linha de força do festival: filmar é confrontarmo-nos com outros mundos possíveis”. O cineasta colombiano Luis Ospina é homenageado, tendo sido convidado a programar uma parte do festival, que vai ainda exibir uma retrospectiva integral da obra daquele que é considerado uma das figuras mais importantes da história recente do cinema da América Latina.
Na secção Da Terra à Lua, poderão ser vistos os filmes mais recentes de realizadores tão conceituados como Wang Bing, Frederick Wiseman, Rithy Pahn, Stefano Safona, Želimir Žilnik ou Michael Moore. Deste último será apresentado o filme Fahrenheit 11/9, que se segue a Fahrenheit 9/11 (de 2004), e reflete sobre a atual situação política nos Estados Unidos e os movimentos sociais alternativos que estão a surgir.
A secção Heartbeat traz documentários sobre música e dança e conta com filmes sobre os Depeche Mode, Aretha Franklin, Joan Jett ou a criadora de moda punk Vivienne Westwood. Na secção Verdes Anos, o DocLisboa apresentará três primeiros filmes de David Pinheiro Vicente, Cláudia Varejão e Miguel Gomes.
Por último, destacamos a secção Cinema de Urgência, que vai exibir o filme Operações de Garantia da Lei e da Ordem, de Júlia Murat (Brasil, 2017), sobre as manifestações no Brasil em 2013 e durante o Campeonato do Mundo de 2014, nas quais participaram milhares de pessoas, e que coincidiram com a implementação de instrumentos militares, policiais, jurídicos e mediáticos sem precedentes. Na mesma sessão, serão exibidos vídeos sobre os soldados israelitas nos territórios ocupados da Palestina. Estes foram filmados e publicados apesar do projecto de lei aprovado pelo parlamento de Israel, que criminaliza a captação e divulgação de imagens dos seus soldados. Depois destas duas projeções, haverá um debate sobre a importância da preservação destas imagens e a importância do vídeo como instrumento de ataque e de defesa.