Solidariedade

Docentes e trabalhadores da Universidade do Minho repudiam assalto ao Madleen

10 de junho 2025 - 21:17

Mais de uma centena de membros da universidade apelam ao Governo e ao Presidente da República para Portugal condene inequivocamente o genocídio e reconhecerem o Estado da Palestina.

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Universidade do Minho
Foto Universidade do Minho

Em comunicado, o Grupo para a Reflexão e Contacto pela Palestina da Universidade do Minho, que reúne mais de uma centena de professores, investigadores e trabalhadores técnicos, administrativos e de gestão daquela universidade, manifestaram o seu repúdio pela captura do veleiro Madleen em águas internacionais e o sequestro da sua tripulação e dos ativistas que procuravam levar ajuda humanitária a Gaza.

Sublinhando que aquela ação dos militares israelitas “ocorreu em flagrante violação dos tratados e convenções internacionais, em particular do artigo 87º da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que estabelece a liberdade de circulação no alto mar”, os membros da Universidade do Minho recordam que “a embarcação sequestrada tinha uma missão estritamente humanitária de oposição ao genocídio em curso e ao uso criminoso da fome como arma de guerra”.

O grupo apela ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao ministro dos Negócios Estrangeiros a que “o Estado português condene inequivocamente o genocídio perpetrado pelo governo de Israel e reconheça o Estado palestiniano, em linha com as resoluções das Nações Unidas”. E estendem o apelo às restantes instituições de ensino superior do país “para que se juntem a esta voz”.

“Portugal não pode ser cúmplice dos crimes reiterados contra a humanidade que têm sido praticados perante o silêncio e a conivência da maioria dos Estados ocidentais, nomeadamente da União Europeia”, refere o Grupo para a Reflexão e Contacto pela Palestina da Universidade do Minho