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Distritais bloquistas questionam nova vaga de poluição no rio Tejo

As distritais do Bloco de Castelo Branco, Portalegre e Santarém criticam a inoperância do Ministério do Ambiente e questionam acerca das ações previstas para impedir a redução do caudal do rio e eliminar a cor acastanhada da água causada pela poluição. Artigo publicado em Interior do Avesso.
Foto de Interior do Avesso

No comunicado do Bloco podem ler-se alguns testemunhos de pescadores. Por exemplo, um pescador de Abrantes refere que a situação “já dura há quinze dias”. Também para um pescador de Arneiro, em Nisa, “o rio baixou imenso no cais do Arneiro e está abaixo do nivel mínimo. Não se vê mais que um metro, os lagostins andam cá por cima.  Esta água castanha é de Vila Velha pois em Salavessa, que é acima de Vila Velha, vê-se o fundo do rio. Em Salavessa e no cais das Portas de Rodão, as ovas das carpas “vão à vida” pois o rio baixou muito descobrindo o cascalho. Nem arrisco a ir pescar”. Já no rio Ponsul, que desagua na margem direita do Tejo perto do Paredão da Barragem de Cedilho, segundo relatos de outro pescador “a água está limpa, o problema é a azola”.

Segundo o mesmo comunicado, os registos multimédia foram feitos em diversos locais como: no cais do rio Ponsul, junto ao paredão da barragem de Cedillo, em Perais, em Salavessa, em Vila Velha de Rodão, no cais das Portas de Rodão e do Arneiro, em Ortiga e no Açude de Abrantes, o que fez chegar à conclusão de que a água acastanhada tem origem em Vila Velha de Rodão.

O Bloco de Esquerda constatou ainda que os caudais na barragem de Fratel desceram, o que provocou a destruição das ovas das carpas, bem como sucedeu em Ortiga, Mação e Abrantes. Referem ainda “a recorrente infestação pela alga azola cobre parte do rio Ponsul, do rio Sever e do rio Tejo, já em território espanhol estando mesmo a montante da barragem de Alcântara.  Todas estas ocorrências fazem perigar o sustento de imensas famílias, destroem a biodiversidade e envenenam as águas que têm múltiplas utilizações ao longo do rio Tejo.”

Neste sentido, o Bloco critica ainda a inoperância do Ministro do Ambiente e da Transição Energética e a própria APA, que contraria “invariavelmente as exposições dos ativistas ambientais e partidos.” 

O Bloco desafia as entidades competentes a dar algumas respostas, relativamente à descida das águas do Tejo na barragem de Fratel, questionando se desde o acordo entre o Ministério e a EDP em 2017 existem flutuações do caudal do Tejo. As distritais do Bloco pretendem ainda ver clarificada a obrigação da Espanha no âmbito da Convenção de Albufeira e se a rejeição de efluentes da Celtejo está a ser cumprida. Por fim, querem saber se foram “realizados testes físico-químicos e biológicos às águas do Tejo, em Vila Velha de Rodão, que despistem a possibilidade da cor acastanhada da água não se dever estritamente aos sedimentos em suspensão”.

Artigo publicado em Interior do Avesso.

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