A agência da Lusa divulgou nesta terça-feira um parecer da ERS sobre a MAC, que os responsáveis da maternidade ainda não receberam.
Segundo a Lusa, a ERS diz que detetou falhas "graves" nas instalações e no funcionamento da MAC que "violam os padrões de qualidade e segurança exigíveis" e deu 30 dias para que sejam aplicadas várias medidas.
O texto do Conselho Diretivo da ERS, que para já não está disponível no site da ERS, terá sido elaborado para supostamente averiguar duas situações, que estarão em investigação: a morte de uma mãe e dos gémeos e a transferência de outra grávida para o Hospital de Santa Maria, onde o bebé morreu com dois dias de vida.
Segundo a Lusa, a ERS afirma que "face à complexidade e ao risco clínico crescente das grávidas que têm vindo a ser admitidas e internadas na MAC, devem ser adotadas medidas conducentes à sua adequada referenciação, de modo a que possam ser-lhes prestados os cuidados de saúde da máxima qualidade e acautelada a sua segurança" e deliberou que o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) implemente, no prazo máximo de 30 dias, as medidas necessárias à "correção das lacunas graves constatadas" e à "eliminação do acréscimo de risco atualmente verificado".
A ERS quer que sejam corrigidas “as deficiências detetadas” ou que as utentes, “atuais e futuras”, sejam deslocadas para outros estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde” para serem garantidas “as condições de acessibilidade e padrões de qualidade adequados".
A diretora do serviço de obstetrícia, Ana Campos, disse à TSF que os responsáveis pela maternidade ainda não receberam este parecer da ERS e que o único objetivo da ERS é servir interesses políticos e ajudar o Governo a fechar a maternidade.