A comunidade iraniana em Portugal convocou para esta sexta-feira e sábado duas manifestações contra as execuções de participantes na vaga de protestos que sacudiu o seu país desde o assassinato de Mahsa Amini às mãos das autoridades.
A primeira decorre a partir das 12 horas e servirá ara entregar cartas na Assembleia da República. No sábado, às 15h00, decorrerá a marcha global de ação contra as execuções no Irão. Em Lisboa, terá início na Assembleia da República e desembocará no Jardim Dom Luís.
Em comunicado, a comunidade iraniana apela a ações concretas do governo português e defende que o processo dos dois jovens já executados, Mohsen Shekari e Majidreza Rahnavard, “demonstra de forma muito clara que se trata de julgamentos fraudulentos e usados como arma de maneira a criar medo no povo iraniano para que parem de reivindicar os seus direitos básicos humanos”. Há ainda mais dez outros condenados à morte também pela participação nos protestos.
Os protestos que começaram por se centrar na questão da morte da jovem curda Mahsa Amini, passaram a questionar abertamente a repressão a que estão sujeitas as mulheres e o próprio regime. De acordo com a Iran Human Rights, em cerca de três meses foram mortas 500 pessoas e 15 mil foram detidas. As autoridades do país reconhecem a morte de 300 pessoas, alegando que 50 eram agentes da autoridade.