A CGTP comemora o seu 43º aniversário, neste dia 1 de outubro, com um “dia de esclarecimento e mobilização nos locais de trabalho” e convocou para o próximo dia 5 de outubro (sábado) greves totais e parciais, entre outras iniciativas, contra a retirada do feriado e contra a redução do pagamento do trabalho extraordinário e em dia feriado.
Para o dia 19 de outubro a central sindical tinha anunciado já uma “ação nacional de luta contra a exploração e o empobrecimento” e que, nesta segunda-feira, tornou público que se traduzirá em duas marchas de protesto em Lisboa e no Porto, atravessando as pontes 25 de Abril e do Infante, respetivamente.
Em conferência de imprensa, a CGTP pronunciou-se também sobre os resultados eleitorais.
Segundo a agência Lusa, o secretário-geral da CGTP afirmou: "O dia 29 de setembro foi um sinal claro de protesto e de condenação das políticas que acentuam as desigualdades e de defesa da necessidade de mudanças para o país".
Arménio Carlos considerou que o PSD foi “o grande derrotado das eleições” e salientou que “o Governo está numa situação de erosão pois está a perder a sua base social de apoio”.
O secretário-geral da CGTP voltou a defender também a convocação de eleições antecipadas, afirmando: “O povo pronunciou-se. Agora só falta o senhor Presidente da República agir, criando condições para o povo ir a votos”.
Por fim, Arménio Carlos apelou aos trabalhadores que tenham sido penalizados pelas medidas do Código de Trabalho consideradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional (majoração das férias até 3 dias, despedimento por inadaptação ou extinção do posto de trabalho) a se dirigirem aos sindicatos da CGTP, para exigirem a reposição da legalidade.
O secretário-geral reafirmou: "Nós não vamos parar. A decisão do Tribunal Constitucional não vai ficar apenas por uma constatação de um facto, vai ter efeitos práticos".