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Centro Hospitalar do Porto está a exigir devolução de prémio de desempenho

Bloco tem alertado para a necessidade de garantir o justo reconhecimento a todos os profissionais, e não apenas a alguns. Moisés Ferreira considera que a situação "é ainda mais insultuosa, uma vez que estarão a ser retirados prémios já atribuídos a profissionais”.
Foto: Paulete Matos

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda teve conhecimento de que o Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP) está a proceder à retirada do prémio atribuído durante o mês de dezembro aos enfermeiros de alguns serviços. Este aviso estará a ser feito pelos enfermeiros chefes dos serviços, não existindo qualquer explicação ou justificação por parte do Conselho de Administração.

O Bloco considera inaceitável a atitude do Centro Hospitalar. E lembra que tem alertado para a necessidade de garantir o justo reconhecimento a todos os profissionais, e não apenas a alguns, que é o que tem acontecido. De acordo com o deputado Moisés Ferreira, “esta situação é ainda mais insultuosa uma vez que estarão a ser retirados prémios já atribuídos a profissionais”.

“O Governo deve, por isso, garantir que todos os profissionais são justamente recompensados e averiguar estas práticas aqui denunciadas, de forma a corrigir a situação e a garantir que não se repetem em outras unidades”, defende num conjunto de questões endereçadas ao Ministério da Saúde.

Na sua conta de Twitter, Moisés Ferreira reforça a sua indignação: “No pior momento da pandemia em Portugal, em que tanto se pede aos profissionais de saúde, o Centro Hospitalar do Porto achou que também era altura de pedir para devolverem o prémio que lhes foi atribuído! Inadmissível. Atribuam mas é o prémio a TODOS os profissionais!”.

Estruturas sindicais denunciam que muitos profissionais não estão a ser contemplados

Questionado pelo jornal Público, o conselho de administração do CHUP assinala que foram “revistas sistematicamente todas as situações”, o que resultou na inclusão de mais 410 colaboradores”. Ao mesmo tempo, “verificamos a existência de situações que as chefias intermédias tinham considerado, mas que o conselho de administração não validou por não cumprirem inequivocamente todos os critérios”, escrevem os responsáveis do CHUP. O conselho de administração afirma perceber a “desilusão e o impacto de tal medida”, mas insiste que “seria injusto ter decisões desiguais para os trabalhadores que cumpriram alguns critérios, mas apenas de forma parcial e insuficiente”.

Tanto a Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), como o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) apenas têm conhecimento desta situação no CHUP. Mas denunciam, por outro lado, que existem enfermeiros com direito a receber o prémio que não foram contemplados. “Essas situações estão a acontecer em todos os hospitais do país”, garante Guadalupe Simões, do SEP. A dirigente sindical critica o facto de os prémios só serem atribuídos a uma parte dos profissionais.

As estruturas sindicais aconselham os profissionais a solicitarem um esclarecimento formal aos recursos humanos sobre o porquê de não terem direito ao prémio.

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