Presidenciais

Catarina no Fundão: “Produção fotovoltaica tem de ser descentralizada”

07 de dezembro 2025 - 14:15

A candidata presidencial esteve este domingo com a população da Beira Baixa que contesta o megaprojeto da central fotovoltaica Sophia.

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Catarina Martins na Mata da Rainha, concelho do Fundão
Catarina Martins na Mata da Rainha, concelho do Fundão. Foto Bruno Moreira

Catarina Martins dedicou a manhã de domingo ao contacto com a população do Fundão que contesta o megaprojeto da BP para a região: a central fotovoltaica Sophia. Na Mata da Rainha, Catarina lembrou que a área de cerca de 400 campos de futebol com painéis fotovoltaicos vai “estragar terra agrícola muito produtiva e necessária para a soberania alimentar do país”, além de “destruir a paisagem natural e a capacidade agrícola desta terra e a qualidade de vida das populações”.

“A produção fotovoltaica tem de ser descentralizada e não com grandes campos”, defendeu a candidata, que ainda aguarda resposta às questões que endereçou à Comissão Europeia sobre a compatibilidade do projeto com normas europeias como a Diretiva Habitar e a Diretiva das Aves.

“Portugal não pode ser isto. Uma boa economia é aquela que respeita as populações”, prosseguiu Catarina, contestando os negócios feitos “para um punhado de pessoas à conta da vida das milhares de pessoas que aqui vivem”.

“A população da Beira Baixa já é sacrificada vezes demais com negócios que só destroem a sua qualidade de vida e não lhe trazem nada. Pelo contrário, ainda por cima veem-se abandonadas nos serviços púbicos fundamentais e na necessidade de terem um emprego de qualidade e bem pago, que aliás nenhuma destas centrais lhes vai trazer”, concluiu a candidata às presidenciais de 18 de janeiro.