Catarina Martins esteve presente esta quinta-feira em mais um protesto dos trabalhadores da Groundforce. Em declarações à imprensa, a coordenadora bloquista afirmou que é necessário trabalhar em duas soluções: “Uma é o pagamento dos salários a estes trabalhadores, já que estão sem receber. E a outra é que essa solução seja a construção de uma resposta para recuperar a empresa”.
A bloquista lembra que “estes trabalhadores não pararam de trabalhar um único dia, mesmo estando com salários em atraso. É graças a eles, por exemplo, que as vacinas chegam a Portugal. Há toneladas de mercadorias essenciais para o país que todos os dias estes trabalhadores tratam, cuidam, garantem que não falta nada, mas a eles está-lhes a faltar o salário”.
“Por outro lado, é bom lembrar também que antes da privatização esta empresa tinha tudo para correr bem, é uma empresa lucrativa. O acionista privado ganhou muito dinheiro com esta empresa, aliás é até preciso investigar o que é que ele andou a fazer de descapitalização da empresa”, afirmou a dirigente do Bloco.
Catarina Martins considera a Groundforce como “estratégica” e que “dá lucro”, portanto não faz sentido que “neste momento esteja a lutar pela sua sobrevivência e os trabalhadores pelo posto de trabalho. Portugal precisa desta empresa e precisa destes trabalhadores”.
“É preciso recuperar para o controlo público a Groundforce e com isso garantir a continuidade de um serviço que é essencial e, claro, respeitar estes trabalhadores”, frisou a líder do partido.
Teletrabalho: Bloco entregou projeto de lei no Parlamento
O Bloco já entregou um projeto sobre o teletrabalho na Assembleia da República. “Há um milhão de trabalhadores em teletrabalho em Portugal neste momento”, informou Catarina Martins à margem do protesto dos trabalhadores da Groundforce.
Muitos destes trabalhadores pagam com o próprio bolso o custo das despesas inerentes ao teletrabalho, para além disto “não têm regras com o horário, não têm regras sobre a sua privacidade e, portanto, claramente a legislação é insuficiente. É preciso proteger estes trabalhadores”, afirmou a bloquista