Esta segunda-feira, os trabalhadores da Groundforce voltaram a exigir uma resolução para a situação vivida na empresa. Continuam sem receber parte do salário e com horários parcialmente reduzidos, uma decisão que afeta perto de 2400 trabalhadores.
Segundo a RTP, já foram pagos 500 euros a cada trabalhador, mas ainda falta pagar alguns salários, nomeadamente o de fevereiro.
Luísa Borba, da Comissão de Trabalhadores, disse que “efetivamente o acionista maioritário tem que dar explicações, não só ao Governo, mas também a 2.400 trabalhadores”.
A trabalhadora acredita que “fomos amaldiçoados e temos alguém como presidente do conselho de administração que não tem qualquer respeito por nós”.
Ao longo dos dias, os trabalhadores têm-se mobilizado para lutar pelos seus direitos e a deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, tem estado presente nas ações de protesto. Após a concentração desta segunda-feira em frente ao Parlamento, reuniu com os trabalhadores e referiu que “no braço de ferro entre administração e governo, quem tem sofrido as consequências é quem não tem o salário devido”.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda requereu a presença das organizações representativas dos trabalhadores, da administração da Groundforce e do Ministro das Infraestruturas para todos os esclarecimentos na Assembleia da República.
No requerimento pode ler-se que “a situação na SPdH/Groundforce vem demonstrar que a decisão de nacionalização deveria ter sido tomada atempadamente, mas que o Governo ainda vai a tempo de salvaguardar a empresa e os seus trabalhadores através do controlo público, garantindo soluções de longo prazo para que não se volte a repetir o não pagamento de salários aos cerca de 2.400 trabalhadores da empresa”.
Voltamos a estar junto dos trabalhadores da Groundforce. Pedem o que lhes é devido: o salário e garantias de que a...
Publicado por Isabel Pires em Segunda-feira, 8 de março de 2021