Casa Palestina abre portas em Lisboa

26 de março 2026 - 15:37

Esta sexta-feira é inaugurada a primeira casa cultural palestiniana do país com um concerto de Sanaa Moussa, uma das mais proeminentes artistas palestinianas da atualidade.

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cartaz do evento

Fundada por mulheres palestinianas e portuguesas, a Casa Palestina tem por objetivo ser um espaço “onde a prática artística e a memória coletiva palestinianas se reúnem, se transmitem e se afirmam”. Situada na Rua Gilberto Rola, 24, no bairro lisboeta de Alcântara, o novo espaço dedicado à “preservação, transmissão e prática viva da cultura palestiniana” abre portas na sexta-feira às 19h.

A inauguração contará com um discurso de boas-vindas da fundadora Dima Akram, seguido de um espetáculo de dabke, uma dança folclórica tradicional palestiniana, por Handala. Às 21h é a vez da vocalista e compositora Sanaa Moussa, frequentemente apelidada de “A Voz da Palestina”, cantar “interpretações poderosas da música clássica e folclórica palestiniana, inspiradas na memória coletiva e no património do povo palestiniano”.

O programa cultural prossegue no sábado a partir das 19h e prevê atuações da cantora Rawan Roshni, que combina influências tradicionais do Norte de África e Médio Oriente com sons contemporâneos; da dança folclórica de Handala; do pianista Isam Elias a evocar o universo afro-eletrónico; e um Dj set de Adan, artista de Jerusalém radicado em Londres que traz para a pista de dança seleções de minimal house e eletrónica com batidas graves.

A apresentação deste novo espaço diz que a Casa Palestina “não entende a arte como ornamento ou decoração, mas como linguagem necessária através da qual a identidade de um povo se mantém”. Mas também que “não é neutra” e “assenta em princípios de justiça, autodeterminação e continuidade cultural e no direito dos palestinianos de se representarem a si próprios”. Tal como o nome do bairro onde se insere, que vem do árabe al-qantara, “a ponte”, a Casa Palestina aspira a tornar-se “um ponto de encontro entre a Palestina e Portugal, entre comunidades e práticas de criação artística e reflexão crítica”.