Alojamento Local

Cancelamento de licenças inativas aumenta Alojamento Local em Lisboa

20 de fevereiro 2026 - 16:09

Há três anos, Moedas recusou cancelar 8.200 licenças de alojamento local inativas que permitiriam recuperar as casas para habitação. Com o novo regulamento que aprovou com o Chega, as licenças agora canceladas pelo autarca abrem espaço ao aumento do AL em várias freguesias, denuncia o Bloco.

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Carlos Moedas
Carlos Moedas

A Câmara Municipal de Lisboa anunciou o cancelamento de 40% dos estabelecimentos de alojamento local (AL) da cidade que não apresentaram o comprovativo do seguro de responsabilidade civil. Tratam-se de licenças “fantasma” e correspondem a 6.765 unidades que não estavam em funcionamento.

O cancelamento das licenças inativas tinha sido exigido em 2023 pelo Bloco de Esquerda, o que permitiria impedir “a continuidade irregular desta atividade em 8 mil casas que podem e devem ser recuperadas pelo mercado de habitação”. Mas Carlos Moedas recusou-se a fazê-lo, alegando que só tinha dois funcionários para o efeito, recorda agora o comunicado da vereação lisboeta do Bloco.

A vereação bloquista chama ainda a atenção para outra diferença em relação ao que se passava há três anos: é que agora, “com o Regulamento do AL aprovado por Moedas e Chega, muitas freguesias que estavam com a atribuição de licenças congeladas irão abrir” e “será permitido o dobro dos rácios que estavam previstos aquando da consulta pública” à primeira versão da proposta, quando foi apresentada antes das eleições autárquicas.

Assim, conclui o Bloco, “o cancelamento anunciado hoje tem três anos de atraso e, na verdade, irá resultar em novos AL ativos, aumentando a pressão sobre os preços da habitação em Lisboa”.