Portugal continua a ser o terceiro país com a taxa de desemprego mais elevada na União Europeia, avançou esta terça feira o gabinete europeu de estatística. Espanha e Grécia apresentam as taxas de desemprego mais altas, 24,8% e 22,5% (dados de abril), respetivamente.
Ao contrário do que aconteceu com a taxa média de desemprego entre os países da Zona Euro e da União Europeia (ambas estabilizaram), a taxa de desemprego em Portugal registou um agravamento de 0,2%, face ao mês anterior, fixando-se agora nos 15,4%. O desemprego jovem manteve-se nos 36,4%, segundo o Eurostat.
Os 17 países da Zona Euro registaram, em junho, uma taxa de desemprego de 11,2%. Nos países da União Europeia o desemprego manteve-se nos 10,4% .
As taxas de desemprego mais baixas registaram-se na Áustria (4,5%), Holanda (5,1%), na Alemanha e no Luxemburgo (ambos com 5,4%).
Novo Código do trabalho vai agravar desemprego
A deputada do Bloco Mariana Aiveca sublinhou que o aumento do desemprego em Portugal está em "contraciclo com a tendência da União Europeia" e que a situação irá agravar-se ainda mais mediante os efeitos do Código do Trabalho.
"Numa altura em que os efeitos nefastos do Código do Trabalho ainda não se fizeram sentir, mas vão fazer-se sentir pela negativa, esta curva ascendente vai manter-se", adiantou Mariana Aiveca à agência Lusa.
"Mais grave que tudo isto é o Governo não tomar nenhumas medidas de combate ao desemprego", frisou a dirigente bloquista, lembrando que "há uma situação de grande desesperança entre os portugueses e portuguesas porque efetivamente o desemprego está a aumentar, não há nenhuma tendência para a sua diminuição”. “As pessoas vão viver pior, numa altura em que a crise é tão grande e em que a proteção social no desemprego também está a diminuir", rematou a deputada do Bloco de Esquerda.
Pedidos de Insolvência aumentam 78%
Os pedidos de insolvência aumentaram78% no primeiro trimestre de 2012, face a igual período de 2011, avançou a Direção-Geral das Políticas de Justiça esta terça feira. Deram entrada neste período 5.506 processos de insolvência, contra os 3.079 do ano passado.
Se compararmos entre o primeiro trimestre de 2007 e o primeiro trimestre de 2012, o aumento é de 451,7 por cento.
O número de insolvências decretadas por pessoas singulares registou, por usa vez, um aumento de 7,6 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2012, face ao período homólogo de 2011, e “mais que triplicou” nos últimos seis anos. Nos primeiros três meses do corrente ano, o número de pessoas singulares decretadas insolventes já representava mais de 50 por cento do total das insolvências em Portugal.