Está aqui

Brasil: Comissão Parlamentar pede investigação a Bolsonaro

Segundo o Senador Randolfe Rodriguez, haverá indícios de que o Presidente do Brasil nada fez depois de saber que o Estado foi lesado na compra de vacinas 1000% acima do preço. O pedido de impeachment será entregue na próxima quarta-feira.

As informações recolhidas pela Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) à covid-19 no Senado Brasileiro, sustentam o pedido de investigação que o vice-presidente da CPI irá entregar esta segunda-feira na Procuradoria-Geral da República devido a indício de que Bolsonaro terá cometido um crime de prevaricação.

“Estamos diante do seguinte facto: um servidor público concursado e seu irmão deputado federal levam ao Presidente da República a notícia de que há um crime de corrupção em curso. O Presidente da República informa que tem conhecimento do autor, e que se trata do seu líder na Câmara dos Deputados. Mesmo comunicado, o Presidente da República não toma nenhuma providência — não instaura inquérito, não pede investigação, nada”, afirma Randolfe Rodriguez.

Segundo os depoimentos do deputado federal Luís Miranda e do seu irmão, Luís Ricardo Miranda, que é chefe do departamento de logística do Ministério da Saúde do Brasil, que ocorreram na passada sexta-feira, este terá reunido com Bolsonaro para denunciar um possível caso de corrupção na compra da Covaxin à Índia, um processo entregue por Bolsonaro a Ricardo Barros, líder do Governo na Câmara de Deputados.

A inação de Bolsonaro perante a denúncia pode constitui prevaricação, afirma Randolfe Rodriguez. “Diante deste grave acontecimento, estarei representando na segunda-feira à Procuradoria-Geral da República para dar notícia de crime de prevaricação cometido pelo senhor Presidente da República. Este crime até aqui é o mínimo a ser apurado. Eu tenho certeza que a CPI apurará muito mais além disso”, acrescentou.

As manifestações da campanha “Fora, Bolsonaro”, marcadas originalmente para 24 de julho, foram antecipadas já para o próximo fim-de-semana, a 3 de julho.

O fórum da campanha mantém a data de 24 de Julho ainda agendada e vai reforçar o protesto que culminará com a entrega de um “superpedido” de impeachment em Brasília já na quarta-feira, dia 30 de Junho, onde se reúnem mais de 100 pedidos de destituição do chefe de Estado assinados por organizações, partidos e parlamentares que um dia apoiaram Bolsonaro e agora arrependem-se.

Termos relacionados Internacional
(...)