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Bloco reafirma compromisso na luta pelo direito à habitação

Na feira de Prado, em Braga, Catarina Martins defendeu a mobilização de um parque público de habitação e a alteração da lei das rendas, acrescentando que “o nosso futuro não pode ser morar em parques de campismo”.
Catarina Martins na feira de Prado. Fotografia: Pedro Gomes Almeida

O Bloco dedica esta terça-feira de campanha ao direito à habitação. O dia começou com uma arruada na feira de Prado, em Vila Verde, no distrito de Braga, onde Catarina Martins esteve acompanhada pelos atuais deputados eleitos neste distrito, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, bem como por uma extensa comitiva onde sem encontravam diversos candidatos, entre os quais os do concelho de Vila Verde, designadamente Ricardo Cerqueira, professor e deputado municipal bem como Gorete Pimentel, enfermeira e membro da Comissão de Trabalhadores do Hospital de Braga. 

Em declarações à imprensa, a coordenadora bloquista referiu-se à importância de lutar pelo direito à habitação que considera ser “uma emergência nacional”. 

“Temos um país em que a generalidade dos salários são tão baixos que as pessoas não conseguem pagar uma renda de casa” referiu Catarina Martins, acrescentando que “se alguém acha que o preço da habitação é um problema só no centro de Lisboa desengane-se: aqui no distrito de Braga é também um problema”. 

“Temos tantas famílias em que várias gerações vivem na mesma casa porque não conseguem pagar uma renda ou comprar uma casa por causa dos baixos salários ou por causa da precariedade a que estão sujeitos tantos e tantos trabalhadores”. 

Para fazer face a esta situação, o Bloco defende uma política pública de habitação, “para não termos mais este regime em que os salários ficam abaixo das rendas da casa”, afirma Catarina Martins. É também necessário “acabar com os vistos gold e com os benefícios fiscais que só ajudam os especuladores imobiliários” bem como “garantir salários dignos, um parque público de habitação e uma lei das rendas que faça com que o direito à habitação seja uma realidade e não uma miragem”. 

“Uma lei das rendas em que os contratos são de um ano é uma lei das rendas em que quem arrenda uma casa está sempre com as malas à porta com medo de sair. Um país onde a precariedade é regra nos salários é um país onde quem quer comprar uma casa não consegue um crédito por causa da sua precariedade. Um país onde o salário mínimo são 705 euros e o salário médio está cada vez mais colado ao salário mínimo, e em que doi terços das casas para arrendar estão acima dos 650 euros é um país impossível porque as pessoas não ganham para arrendar casa”. 

“Hoje vimos as notícias que nos dizem coisas que achávamos que só existiam em países de grandes desigualdades, como é o número crescente de pessoas a morarem em parques de campismo” afirmou Catarina, concluindo que “o nosso futuro não pode ser pessoas a irem morar para caravanas em parques de campismo. Temos de ter direito à habitação”.

O Bloco no distrito de Braga

A lista do Bloco de Esquerda em Braga tem como cabeça de lista José Maria Cardoso, professor, com 60 anos, atual deputado à Assembleia da República e deputado municipal em Barcelos. Em segundo lugar encontra-se Alexandra Vieira, professora com 55 anos, residente em Braga e atual deputada à Assembleia da república. 

Em terceiro lugar está Sónia Ribeiro, 45 anos, técnica administrativa e deputada municipal em Guimarães, seguida por Miguel Martins, 21 anos, estudante e deputado municipal em Barcelos. 

Em quinto lugar encontra-se Raquel Azevedo, de Vila Nova de Famalicão, 37 anos e técnica de audiovisual e cinema seguindo-se em sexto lugar Marco Gomes, 37 anos, professor e deputado municipal em Cabeceiras de Basto. 

Cristina Andrade Carvalho, psicóloga com 44 anos e deputada municipal em Braga está em sétimo lugar, seguida por Ricardo Cerqueira, com 41 anos, professor e deputado municipal em Vila Verde. Em nono lugar encontra-se a estudante com 22 anos Catarina Ferraz, seguida pelo independente Maximiliano Pereira, com 45 anos, assistente administrativo e membro da comissão de Trabalhadores da empresa Bosch, em Braga.

Em 11º lugar encontra-se Andrea Lopes, de Guimarães, inspetora do Trabalho com 42 anos. Em 12º está Carlos Machado, da Póvoa de Lanhoso, com 32 anos, seguido do professor Pedro Nogueira, de Fafe, com 42 anos e de Teresa Amorim, de Braga, estudante com 23 anos.

Em 15º lugar está Manuel Gonçalves Pereira, com 37 anos, residente em Esposende e  consultor de engenharia, seguindo-se a professora de Braga, com 50 anos, Manuela Airosa, e o técnico de vendas José Pedro Vaz Andrade, de Vizela, com 30 anos. 

Em 18º encontra-se a Gorete Pimentel, enfermeira de Vila Verde e membro da Comissão de Trabalhadores do Hospital de Braga e em 19º está o investigador João Garcia Rodrigues, com 35 anos, de Terras de Bouro. 

Paula Nogueira, Norberta Grilo, Renato Célio Silva, Pedro Ferreira e Bruna Teixeira concluem a lista, enquanto candidatos suplentes. 

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