Numa pergunta subscrita por João Semedo e Helena Pinto, dirigida ao Ministério da Saúde, o Bloco questiona o Executivo se tem "conhecimento de que os IPO [Instituto Português de Oncologia] de Lisboa, Porto e Coimbra estão a recusar concertadamente a prescrição de terapêuticas inovadoras contra o cancro, designadamente abiraterona e axitinib".
Os deputados do Bloco perguntam ainda se "esta concertação para a não prescrição de terapêuticas inovadoras” se faz sentir relativamente a outros medicamentos? “Quais? Que medidas vai o governo implementar para garantir o acesso dos doentes à medicação de que necessitam?"
Para o Bloco, "não é possível nem aceitável que os doentes se vejam privados de aceder à medicação necessária para tratamento da sua doença por motivos economicistas" e "não é possível nem aceitável que doentes sejam tratados de forma distinta consoante as unidades hospitalares a que recorrem".
Por isso, o Bloco “considera fundamental que o governo intervenha com urgência de modo a garantir o regular funcionamento dos serviços hospitalares, assegurando equidade no acesso e garantindo que os utentes não se veem privados de aceder à medicação de que necessitam por motivos economicistas.”