Em visita ao mercado do Bolhão, Catarina agradeceu a “luta dura de mulheres extraordinárias” que não desistiram deste espaço e impediram que o mesmo fosse transformado em “apartamento para turistas”.
Sobre o Orçamento do Estado, a coordenadora do Bloco defendeu que a proposta do governo não responde às necessidades do país: “O governo quer convencer-nos de que atualizações de salários e pensões abaixo da inflação fazem com que as pessoas fiquem melhores. Mas se os preços sobem mais do que os salários e as pensões as pessoas ficam cada vez mais pobres”, frisou.
Acresce que, de acordo com Catarina, “há algumas áreas em que nem sequer há proposta”. Uma dessas áreas, que é prioritária para o Bloco, é a habitação. “No Orçamento não há nada para apoiar quem não consegue arrendar uma casa ou quem vê a sua renda a subir e não a consegue pagar, nem para responder à prestação do banco que vem subindo com os juros”, apontou.
A dirigente bloquista alertou ainda para uma “medida que não foi bem feita” e que “tem tido efeitos perversos”.
“O Governo estabeleceu que nos contratos de arrendamento as rendas não poderiam subir mais de 2%, mas não estabeleceu nada sobre novos contratos, o que quer dizer que os contratos de habitação hoje são muito curtos e há senhorios que preferem acabar com contratos e fazerem um novo pelo preço que quiserem, o que significa que as rendas continuam a aumentar”, explicou.
Segundo Catarina, “é preciso corrigir o erro do governo” e estender a medida aos novos contratos. Caso contrário, o tecto criado de 2% “não serve para nada” porque basta a um senhorio acabar com um contrato e fazer um novo.