Na proposta de voto de condenação da incursão militar israelita que atingiu um campo de refugiados na Cisjordânia, o grupo parlamentar do Bloco assinala que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os menores morreram por falta de assistência médica.
A OMS denuncia que foi impedida de prestar socorro no campo de refugiados, onde bulldozers israelitas danificaram infraestruturas de eletricidade e água. As denúncias sobre a obstrução à assistência médica, nomeadamente o impedimento da passagem das ambulâncias, são reforçadas pelo Médicos Sem Fronteiras.
As deputadas e os deputados do Bloco lembram que esta é a maior intervenção militar em Jenin desde 2002, e que o ataque soma-se a outras incursões recentes. No mês anterior, já tinha sido registado um ataque com drones nesta mesma cidade. Desde o início do ano, as incursões israelitas já causaram a morte a 113 palestinianos na Cisjordânia.
Milhares de palestinianos fogem do campo de refugiados de Jenin. A ministra da Saúde palestiniana, Mai Al Kaila, afirmou, em declarações à emissora Al Jazeera, citadas pelo jornal Público, que "a situação em Jenin é muito difícil e dura". "A rede de água e eletricidade está danificada, especialmente dentro do campo de refugiados. Os hospitais estão lotados com feridos, e alguns profissionais de saúde não conseguem chegar ao hospital onde deveriam trabalhar", descreve.
Na proposta de voto de condenação é ainda assinalado que, ao longo dos anos, as Nações Unidas têm defendido o fim da ocupação e uma resolução pacífica para a Palestina. E que, perante a recente intervenção militar israelita, o porta-voz do secretário-geral da ONU António Guterres alertou para a "perigosa escalada" da violência e apelou à proteção da população civil. O grupo parlamentar do Bloco defende que este apelo à paz e à proteção da população deve ser secundado por todos os defensores dos direitos humanos.