Bloco quer fim da sessão evocativa anual do 25 de Novembro

20 de novembro 2024 - 15:32

Fabian Figueiredo comunicou que o partido só estará presente na sessão deste ano com uma deputada “cuja intervenção se resumirá a denunciar a operação de desvalorização do 25 de Abril como data fundadora da liberdade e da democracia em Portugal”.

PARTILHAR
Assembleia da República. Foto de Ana Mendes.
Assembleia da República. Foto de Ana Mendes.

No final da conferência de líderes na Assembleia da República, Fabian Figueiredo apresentou o compromisso de que o Bloco, “assim que houver uma maioria de deputados” nesse sentido, irá propor o fim da sessão evocativa do 25 de Novembro que é suposto passar a realizar-se todos os anos.

O líder parlamentar bloquista lembrou a este propósito que o Bloco de Esquerda votou contra a institucionalização desta sessão, tal como PS, Livre e PCP, tendo o PAN abstido-se.

Luís Fazenda
Luís Fazenda

25 de Novembro: para lá dos tiros

20 de novembro 2024

Para os bloquistas, “não faz nenhum sentido assinalar o 25 de Novembro todos os anos na Assembleia da República”.

Para além disso, anunciou ainda que na próxima segunda-feira o partido apenas se fará representar “por uma única deputada cuja intervenção se resumirá a denunciar a operação de desvalorização do 25 de Abril como data fundadora da liberdade e da democracia em Portugal”.

Acesso ao Fundo de Garantia da Pensão de Alimentos para crianças até aos mil euros

À comunicação social, Fabian Figueiredo desvelou ainda outra proposta que o Bloco de Esquerda traz a debate, a de que o teto de acesso ao Fundo de Garantia de Pensões a Menores seja fixado em “cerca de mil euros”.

A razão da proposta é que em Portugal” há milhares de pessoas, na sua maioria mães, famílias monoparentais, que por ganharem o salário mínimo não têm acesso ao Fundo de Garantia de Pensões devido a Menores”.

O deputado considera isto “um drama social” e recorda que “várias organizações da sociedade civil já apelaram reiteradas vezes à Assembleia da República para alterar estas regras, para introduzir um fator de justiça”. Trata-se, pensa, de uma medida de “elementar justiça” que terá um impacto orçamental “muito pequeno”.

Atualmente “basta auferir o salário mínimo” para não ter acesso a este fundo, o que “tem inibido milhares de pessoas, sobretudo mulheres, de lhe aceder”. Ficam assim “com uma dupla penalização”: “para além de terem baixos salários, ficam a seu cargo todas as despesas relativas à criança ou às crianças, e isso tem que mudar”, sublinhou.