25 de Novembro

Nem três salazares conseguiriam hoje apagar da memória do povo português o dia que anunciou o fim da guerra colonial, o fim da ditadura, o fim do analfabetismo. No 25 de Abril, o povo livrou-se do regime corrupto que condenou Portugal à miséria.

Mariana Mortágua

Numa altura em que as forças conservadoras tentam institucionalizar o 25 de Novembro como uma data fundadora da democracia, relegando o 25 de Abril para uma celebração pacificada e despolitizada, o livro de Duran Clemente resgata a revolução como rutura,

Ana Sofia Ferreira 

No seu espetáculo de evocação do 25 de novembro que incluirá a declamação do belíssimo poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, a Câmara de Sintra anuncia-o como tendo “sido declamado pela própria pelos 40 anos do 25 de novembro de 1975, na RTP”, algo que não corresponde à verdade.

André Beja

Intervenção de Joana Mortágua na sessão solene do 25 de Novembro na Assembleia da República.

O 25 de Novembro foi um golpe intramilitar de direita. Não teve consequências imediatas na estrutura do poder político nem impediu a posterior aprovação da Constituição que, apesar de revista sete vezes, continua a ser o foco dos ataques de toda a direita.

Luís Fazenda

Fabian Figueiredo comunicou que o partido só estará presente na sessão deste ano com uma deputada, “cuja intervenção se resumirá a denunciar a operação de desvalorização do 25 de Abril como data fundadora da liberdade e da democracia em Portugal”.