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Bloco quer dinheiros do PRR e da PAC investidos na floresta e no desenvolvimento rural

Catarina Martins esteve este domingo na Caravana da Justiça Climática, apoiando-a e solidarizando-se com as pessoas que nela participam, e defendeu que os dinheiros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e da Política Agrícola Comum (PAC) não continuem a ir para os latifundiários.
Caravana pela Justiça Climática - caravanaclima.pt
Caravana pela Justiça Climática - caravanaclima.pt

Catarina Martins encontrou-se este domingo com a Caravana da Justiça Climática em Cernache do Bonjardim, Sertã. A caravana está a percorrer “as linhas da frente da crise climática” em Portugal, entre o dia 2 e 16 de abril, e debate com a população de mais de 30 localidades. Os relatos da caravana podem ser seguidos em https://www.caravanaclima.pt/

Questionada porque estava a participar nesta ação, Catarina Martins apontou duas razões, a primeira “por solidariedade e para dar visibilidade a este grande trabalho que está ser feito por quem não desiste de lutar pela Justiça Climática”.

Em segundo lugar, por a caravana estar na zona do Pinhal Interior, onde ocorreram os terríveis incêndios de 2017, com territórios ao abandono, para salientar que “as alternativas climáticas são agora”, e “por isso me junto à Caravana da Justiça Climática”, apontou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco de Esquerda lembrou “que depois dos incêndios de 2017, no parlamento, foi passada legislação e o Bloco empenhou-se muito nisso, para que houvesse investimento no território, numa nova floresta. Bem, houve observatórios sobre os incêndios, os cientistas deram as suas recomendações, mas depois das leis do parlamento e das recomendações dos cientistas ficou tudo na gaveta. O investimento nunca chegou”, criticou.

E para onde vai o dinheiro?

A coordenadora do Bloco questionou então “para onde vai o dinheiro”, sublinhando que é bom que em Portugal as pessoas saibam.

“O dinheiro que existe para investir no território, no desenvolvimento rural, na floresta, está a ir todo para os latifundiários”, denunciou Catarina Martins, salientando que, “agora que vai começar um novo quadro da política agrícola comum, o governo tinha a intenção, ainda antes das eleições, de voltar a fazer o mesmo. Escrevia umas coisas muito bonitas sobre clima e coisas biológicas e no fim, o dinheiro era entregue, outra vez, aos latifundiários”.

“Ouvimos falar do PRR, são 16 mil milhões, a PAC são 10 mil milhões. É muito dinheiro para o nosso país e esse dinheiro tem de vir para uma nova floresta, para um novo desenvolvimento rural, não pode continuar a ser rendas dos latifundiários que, como sempre, só serve o abandono do território e não faz nada por este país”, frisou Catarina Martins.

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