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Bloco exige que TAP não seja privatizada

Catarina Martins afirma que processo “irá retirar ao País uma capacidade estratégica que ninguém compreende que possa acontecer” e acusa o governo de querer vender a empresa num processo conturbado, recordando que já uma vez teve de voltar atrás.
Catarina Martins:  "Quando a TAP for vendida a privados e os privados decidirem que em vez de terem Lisboa como um aeroporto de referência, vão tê-lo em Madrid ou noutro sítio qualquer, isso sim vai lesar a TAP, isso sim vai lesar o país". Foto de Paulete Matos
Catarina Martins: "Quando a TAP for vendida a privados e os privados decidirem que em vez de terem Lisboa como um aeroporto de referência, vão tê-lo em Madrid ou noutro sítio qualquer, isso sim vai lesar a TAP, isso sim vai lesar o país". Foto de Paulete Matos

A porta-voz do Bloco de Esquerda afirmou este sábado que “Privatizar a TAP, a maior empresa exportadora do País, a companhia de bandeira, numa altura em que já foram privatizadas a energia, os aeroportos, os correios, é retirar ao País uma capacidade estratégica que ninguém compreende que possa acontecer”.

Catarina Martins recordou que o governo está a querer fazer a venda da TAP num processo conturbado, em poucos meses, e recordou que já uma vez o processo teve de voltar para trás.

“O que exige a sensatez é que o governo pare a privatização da TAP”, sublinhou, afirmando que “as ameaças do primeiro-ministro não são mais do que desespero do governo e da sua falta completa de Norte neste processo”.

O que exige a sensatez é que o governo pare a privatização da TAP

Recorde-se que Passos Coelho afirmou que a alternativa à privatização “é o despedimento coletivo, venda de aviões, cancelamento de rotas, é ter uma TAP em miniatura que não servirá os interesses do país e dos trabalhadores”.

Para a porta-voz bloquista, "o problema não é quem está a lutar pela TAP, o problema é mesmo o processo de privatização que um governo em final de mandato quer levar até ao fim, sem condições nenhumas objetivas para o poder fazer com a responsabilidade que o momento exige".

E advertiu: "Quando a TAP for vendida a privados e os privados decidirem que em vez de terem Lisboa como um aeroporto de referência, vão tê-lo em Madrid ou noutro sítio qualquer, isso sim vai lesar a TAP, isso sim vai lesar o país", afirmou, acrescentando que "é um processo que "empobrece e retira soberania" a Portugal.

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