O Bloco de Esquerda entregou na manhã desta segunda-feira as listas de candidatura para as próximas eleições legislativas no círculo eleitoral de Lisboa. Mariana Mortágua explicou que estas são “reflexo da forma como queremos estar na política e como queremos fazer esta campanha” já que “são listas de ativistas” e “representam as lutas mais importantes do país”, como as lutas pelo ambiente, o feminismo, o ativismo pela liberdade da Palestina, o sindicalismo, o antirracismo, entre outras.
Para a coordenadora bloquista, esta “gente muito diferente” representa “toda a diversidade que temos em Portugal mas também a esperança que temos num país mais justo”. Para além disso, “são a energia que trazemos para uma campanha, que queremos que seja para falar às pessoas, para ouvi-las, uma campanha diferente, para ouvir as pessoas porta a porta”, destacando os problemas da crise da habitação, dos salários e dos preços.
Sobre o cenário em que se trava esta disputa eleitoral, salientou que “o mundo mudou muito desde a última campanha”, com a eleição de Trump e um crescimento da extrema-direta. Assim, “o mundo hoje está mais exigente, a crise da habitação agravou-se, agravou-se o país da desigualdade” e Portugal é hoje um país com “mais milionários e gente que vive pior”.
Por isso se apresentam propostas que querem estar à altura da exigência da situação, caracterizadas como “muito simples e muito determinadas” para “resolver a crise da habitação”, “respeitar quem trabalha por turnos, garantindo tempo de descanso, salário e também para taxar as grandes fortunas porque o país não pode continuar nesta desigualdade que é a raiz da instabilidade”.