A prova de português dos exames nacionais do 4.º ano, que decorreram esta segunda feira em todo o país, envolveu quase 107 mil alunos, metade dos quais numa escola diferente da sua, deixando 500 mil jovens sem aulas. Uma organização “confusa”, a que o deputado Luís Fazenda deu “nota negativa”.
Em conferência de imprensa no Parlamento, o deputado do Bloco criticou “a falta de sensatez destes exames”, relembrando que, à exceção de Malta, nenhum país europeu realiza provas no quarto ano, revelando o “modelo conservador, atrasado e recuado» que o Governo pretende para a escola pública.
“Nove anos de idade, fora do meio, miúdos e miúdas deslocados, obrigados a assinar uma declaração que nunca por nunca vão atender um telemóvel, uma prova de duas horas e um quarto. Há provas na universidade que não tem tanto tempo. Creio que está tudo dito sobre o inusitado disto”, criticou.
“O que está é a criar-se uma escola com menos oportunidades, que começa a selecionar e a definir os perfis dos alunos e das alunas logo de tenra idade”, considerou o deputado. Luís Fazenda defendeu a eliminação dos exames e a reposição das provas de aferição, um modelo comprovado pedagogicamente e de resultados positivos, condenando ainda a “examinite como bandeira central de um Governo”.