Bloco agenda debates sobre estafetas e inquérito à Global Media

10 de abril 2024 - 16:36

A 18 de abril terá lugar um debate parlamentar sobre situação laboral dos motoristas e estafetas das plataformas e, no dia 19, os bloquistas veem discutida a sua proposta sobre a constituição de uma comissão inquérito sobre a Global Media.

PARTILHAR
Fabian Figueiredo. Foto de Ana mendes.

O líder parlamentar do Bloco, Fabian Figueiredo, defendeu que a ministra do Trabalho deve estar presente no debate de atualidade agendado pelo Bloco para 18 de abril sobre a situação laboral dos motoristas e estafetas das plataformas, que têm “encetado um processo de luta ao longo de vários meses” e enfrentam um mercado completamente desregulado.

O dirigente bloquista frisou que é preciso resolver a situação destas “pessoas que pedalam muito e conduzem muito por pouco dinheiro” e que, é preciso “meter na ordem”, como acontece noutros países, estas “empresas milionárias que vivem à custa de mão de obra muito barata”.

Fabian Figueiredo referiu-se ainda à importância da constituição de uma comissão inquérito sobre a Global Media, em discussão a 19 de abril. O líder parlamentar do Bloco apontou que a mudança da estrutura acionista levantou várias dúvidas, na medida em que está em causa um “fundo sem idoneidade” que “ameaçou projetos jornalísticos essenciais ao escrutínio democrático”, bem como a continuidade de publicações essenciais para o país.

Questionado sobre as buscas promovidas esta quarta-feira pela Polícia Judiciária na Câmara de Cascais, Fabian Figueiredo lembrou que “a atuação da autarquia, em várias áreas, nomeadamente ambiental, tem suscitado imensas dúvidas do ponto de vista da legalidade” e a frontal oposição política do seu partido.

O líder bloquista evocou, por exemplo, a venda de terrenos ao hotel Hilton, por um valor muito baixo e numa zona ameaçada pelo mar, ou a ameaça que paira sobre a Quinta dos Ingleses, que o Bloco ver ver declarada área protegida.

De acordo com Fabian Figueiredo, a gestão do território do presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, e de Miguel Pinto Luz, e antigo vice presidente da autarquia de Cascais e atual ministro das Infraestruturas e da Habitação, “não se coaduna com os objetivos climáticos e a preservação da qualidade de vida da população”.