A atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya recebeu esta segunda-feira um visto humanitário por parte da Polónia depois de ter abandonado os Jogos Olímpicos e ter criticado a “negligência” dos treinadores, avança o Diário de Notícias. O Comité Olímpico da Bielorrússia é liderado pelo filho de Alexander Lukashenko.
A atleta criticou a federação bielorrussa de atletismo depois de esta a ter inscrito numa corrida de estafetas sem a ter avisado. Tsimanouskaya não se tinha preparado nem treinado para as provas de 4x400 metros.
Depois disto, foi ordenada a voltar para a Bielorrússia e, através das redes sociais, denunciou temer pela sua vida. Vários países se ofereceram para acolher a atleta, que acabou por receber um visto humanitário da Polónia e foi levada para a embaixada deste país em Tóquio.
Tsimanouskaya foi uma das duas mil figuras públicas desportivas a assinar uma carta aberta contra Lukashenko, exigindo novas eleições e a libertação de presos políticos.
Antes dos Jogos Olímpicos, Lukashenko já tinha avisado que esperava resultados em Tóquio. “Se voltarem sem nada, é melhor não voltarem”, referiu.
Lukashenko e o seu filho, Viktor, estão proibidos de participar em eventos olímpicos por perseguirem os atletas bielorrussos devido às suas convicções políticas.
Ativista bielorrusso é encontrado morto em Kiev
O ativista Vitaly Shishov, responsável pela organização não-governamental Casa da Bielorrússia na Ucrânia, foi encontrado enforcado num parque em Kiev, de acordo com o jornal Público.
O alerta foi dado pelo seu companheiro, esta segunda-feira, já que Shishov não tinha regressado da sua habitual corrida matinal.
A polícia local, em comunicado, referiu que “o cidadão bielorrusso Vitaly Shishov, desaparecido, ontem (segunda-feira) em Kiev, foi encontrado hoje enforcado num dos parques de Kiev”, acrescentando que “a polícia abriu um processo penal ao abrigo do Artigo 115 do Código Penal da Ucrânia (homicídio premeditado) e verificará todas as versões possíveis, incluindo a de homicídio apresentado como suicídio”.
O centro de direitos humanos bielorrusso Viasna informou que Shishov se tinha queixado de estar a ser perseguido por “estrangeiros” enquanto realizava as suas corridas matinais.