Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Comércio, Escritórios, Turismo e Transportes dos Açores (SITACEHTT-Açores) expressou o seu “profundo desagrado e indignação face à atual situação laboral vivida na Base das Lajes, na Ilha Terceira, que continua a afetar de forma inaceitável centenas de trabalhadores e as suas famílias”.
A juntar-se à incerteza quanto à estabilidade dos seus postos de trabalho, a precariedade dos contratos e a falta de respostas às suas reivindicações, juntou-se agora o efeito da paralisação orçamental nos EUA - conhecida por “shutdown” -, que deixou de pagar salários aos trabalhadores federais e militares. No passado, os “shutdown” não afetaram o pagamento de salários dos trabalhadores portugueses na Base das Lajes, mas desta vez também eles ficaram sem receber.
Para o SITACEHTT/Açores, no caso de os EUA não cumprirem com o pagamento dos salários, “o Estado Português deve assumir essa responsabilidade”. O sindicato reclama também ao Governo Regional a intervenção no sentido de rever e atualizar as tabelas salariais destes trabalhadores, tal como já aprovado no Parlamento açoriano.
O sindicato sublinha ainda a sua “defesa do número de postos de trabalho para os trabalhadores portugueses, única contrapartida efetiva face à utilização daquela infraestrutura pelos norte americanos”, com o estabelecimento de um contingente mínimo “na proporção de 3 trabalhadores portugueses, por cada norte-americano, nunca podendo este contingente ser inferior a 450 trabalhadores portugueses”.